Três presos da PEFB não retornam da saída temporária para festividades de fim de ano
POLICIAL
07 de Janeiro de 2016

Dos 128 presos que cumprem pena no regime semiaberto da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PFB) que saíram para passar as festividades de Natal e Ano-Novo com seus familiares, apenas três não voltaram. As Portarias de Saída Temporária são regulamentadas pela Lei de Execução Penal e autorizadas pelos juízes das Varas de Execuções Penais de cada região. O benefício visa à ressocialização de presos, através do convívio familiar e da atribuição de mecanismos de recompensas e de aferição do senso de responsabilidade e disciplina do reeducando.

Segundo o diretor do estabelecimento, Marcos Andrade, a evasão é baixa no Sudoeste e ficou dentro da média, pois no ano passado dois detentos não tinham retornado. Além disso, ele comenta que não há nenhuma informação referente a delitos praticados pelos presos enquanto estavam usufruindo do benefício. "Muito disso se deve à ação da polícia, que tem feito um excelente trabalho na questão de abordagens e prevenções, isso reflete nestes números também."

Nestes casos, os presos têm liberdade diferenciada, de acordo com a pena. O prazo de retorno às unidades era até 5 de janeiro. Dependendo do destino, se permanecem na cidade de origem ou vão viajar para cidades do Paraná ou outros estados, os presos podem ficar fora da unidade de 6 a 12 dias. No último ano, o índice de presos que não retornaram as unidades, após as saídas temporárias, foi de 5,5% em todo o Paraná.
É concedido apenas aos que, entre outros requisitos, cumprem pena em regime semiaberto (penúltimo estágio de cumprimento da pena) com autorização para saídas temporárias e aos que têm trabalho externo implementado ou deferido. Neste caso, é preciso que já tenham usufruído pelo menos uma saída especial nos últimos 12 meses. 
Marcos diz que o número de presos que não retornam nas saídas temporárias está cada vez menor em virtude das oportunidades que o Estado oferece para eles levarem uma vida digna. "Agora estamos oferecendo um apoio maior aos presos, muita conversa com as famílias e conscientização. Há muitas parcerias e falta mão de obra pra oferecer para as empresas." 

A PEFB tem aproximadamente 170 presos do regime semiaberto que estão trabalhando com empresas conveniadas e prefeituras. "É uma medida que ajuda a acalmá-los e atenua a pena." Há ainda mais de 120 detentos do regime fechado que trabalham nas indústrias de confecção dentro da unidade. 

(Fonte: Jornal de Beltrão)

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