Eleandro Vieira

Muitas definições podem ser usadas para tentar traduzir o que é o amor. Podemos defini-lo como desejo, como alegria, como felicidade. Mas hoje lembro de uma das mais interessantes: o amor enquanto sacrifício. Não à toa criada e posta em todo o ensinamento de Cristo. Amor é dar-se, é doar-se, é sacrificar-se pelo outro, segundo sua concepção. Nesse momento em que Covid-19 nos ameaça, o amor de Cristo, o sacrifício, pode inundar o mundo de boa vontade e salvar as pessoas que amamos. É difícil não tocar, não chegar perto, não ver, se retirar, mas o momento nos pede e diria até, nos obriga a isso. Por isso, mesmo que não tenha religião ou faça parte de outra, pense nisso, pense no amor enquanto sacrifício e o quanto isso pode ser importante agora. Os ensinamentos cristãos dizem que Jesus se sacrificou pela humanidade. Foi morto na cruz e de lá do alto, com os pés, as mãos, o corpo sangrando, gritou: “Pai, perdoe, pois eles não sabem o que fazem”. Que ninguém precise dizer essa frase agora, mais de dois mil anos depois. Que saibamos de todo seu valor, que tenhamos aprendido ou sentido o drama da paixão, e que os ensinamentos não fiquem só da boca pra fora. Para enfrentarmos esse mal que nos ronda e que pode até não nos afetar diretamente, mas que pode afetar pessoas que amamos ou pessoas que nem conhecemos, mas que amam alguém e que alguém também os ama, precisamos do amor. Que sigamos as recomendações dos especialistas e cientistas que se debruçam energicamente no assunto e evitemos qualquer ato que possa diminuir essa força que move o mundo, essa força que é o amor. E que depois de tudo isso, não passemos um dia sequer sem defender a educação pública de qualidade, as universidades públicas, e a ciência. Primeiro pensemos nas pessoas, depois colocamos tudo em ordem. Neste momento, distância é um ato de amor!