O grupo libanês Hezbollah afirmou, neste domingo (12), que chegou a hora de os aliados do Irã começarem a trabalhar para vingar o assassinato do general Qassem Soleimani, assassinado por um ataque norte-americano guiado por drones em Bagdá, dia 2 de janeiro.

A retaliação aos EUA aconteceria “nos próximos dias, semanas e meses”, disse Nasrallah. Ele acrescentou que vê um “longo caminho” até atingir seu objetivo de expulsar as forças norte-americanas da região.

Apoiadora do líder do Hezbollah Sayyed Hassan Nasrallah usa as palavras 'vingança poderosa' na mão, em referência à morte de Soleimani, antes de um discurso de Nasrallah na TV em Beirute, no Líbano, neste domingo (5). — Foto: Maya Alleruzzo/AP

O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, também negou que o general iraniano estivesse planejando ataques aos territórios norte-americanos no Iraque. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ele foi morto após aterrissar em Bagdá, em parte, porque “estava avaliando explodir nossas embaixadas”.

O Irã respondeu à morte de Soleimani lançando mísseis em duas bases militares no Iraque que abrigam forças norte-americanas, na quarta-feira - a ofensiva não deixou mortos ou feridos. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, chamou o ataque de “tapa na cara” dos Estados Unidos e disse que as tropas norte-americanas deveriam deixar a região.