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Delegado de Chopinzinho e Comandante da Polícia Militar falam em coletiva sobre elucidação do homicídio ocorrido no último domingo
08 de Agosto de 2018

Na manhã desta quarta-feira, dia 08, o Delegado de Polícia de Chopinzinho, Dr Nilmar Manfrin juntamente com o comandante do Pelotão da Polícia Militar, Tenente Haesbaert, concederam entrevista coletiva para falar sobre a elucidação do homicídio ocorrido no último domingo, dia 05, em Chopinzinho, onde foi morto com um tiro de revólver calibre 38, Antoninho Moacir Bueno, 42 anos, o Toninho.

Na segunda feira a noite, dia 06, Verginio Anselmo Schneider, autor do crime, se apresentou na 5ª SDP de Pato Branco acompanhado de seu advogado, onde também entregou a arma utilizada no crime.

O comandante do Pelotão da Polícia Militar de Chopinzinho, Tenente Haesbaert, lembrou que o crime só foi desvendado de forma rápida, graças a ação conjunta da Polícia Militar e Polícia Civil e ao instinto investigativo dos policiais que atenderam a ocorrência, como foi o caso da garrafa de cerveja encontrada no local do crime que pertencia ao autor e a informação que chegou logo em seguida ao fato, indicando que o possível autor teria uma moto Hornet amarela. “São detalhes e informações pequenas, mas que são fundamentais para a elucidação de um crime, como aconteceu nesse caso. Junto a isso, tivemos também a informação de um vizinho do suspeito, o qual disse que viu o acusado saindo a pé de sua casa com uma garrafa de cerveja na mão, e algum tempo depois, retornou correndo e sem a garrafa. Com essa informação, fomos até a casa do acusado, onde com autorização de sua mãe, encontramos na geladeira outras garrafas de cerveja da mesma marca e a numeração do lote era a mesma da garrafa encontrada no local do crime, bem como encontramos também a moto do acusado, a qual ainda estava com o motor quente, indicando que fazia pouco tempo que ela tinha sido usada. Essas informações foram cruciais para a identificação do autor e elucidação do crime”, disse Haesbaert.

 Na segunda feira, dia 06, o advogado do suspeito entrou em contato com a Polícia Civil, indicando que iria apresenta-lo na segunda feira à noite na Delegacia de Pato Branco. O delegado Dr Nilmar Manfrin disse que uma das condições impostas por ele, era que a arma do crime também teria que ser entregue na mesma ocasião, o que assim foi feito.

Na delegacia em seu depoimento, segundo o delegado, o acusado confessou a autoria do crime e disse que a briga começou devido a um desentendimento de trânsito, onde houve uma discussão entre os dois e o acusado relatou que teria sido agredido pela vítima. Ele disse também que Toninho teria feito ameaças à sua mãe antes de embarcar no veículo e sair do local. Diante disso, Verginio disse que foi até a sua casa que fica nas proximidades onde deixou a moto, pegou a arma de fogo em seu quarto e estava indo a pé até a casa da vítima, onde segundo ele, pretendia apenas dar um susto no mesmo. Pouco antes de chegar na residência da vítima, Verginio relatou que Toninho estava retornando para casa e encontrou ele no caminho, o qual parou o veículo, desceu e novamente houve uma discussão, momento em que a vítima teria investido contra ele e mais uma vez entraram em luta corporal. Neste instante o acusado disse que sacou o revólver e desferiu um tiro contra o mesmo. Depois disso, o autor relatou que ficou assustado e saiu correndo do local.

Analisando as imagens de câmeras de segurança de vários estabelecimentos comerciais, a Polícia Civil constatou que no momento em que o crime ocorreu, uma testemunha estava passando pelo local, inclusive após efetuar o disparo contra a vítima, o autor passou correndo por essa pessoa que também estava a pé. Com base nas imagens das câmeras de segurança, não foi possível identificar essa testemunha, por isso, o delegado reforça o pedido para que essa pessoa faça sua parte como cidadão e procure a delegacia para prestar depoimento e contar o que viu.

Verginio Anselmo Schneider foi ouvido e vai responder pelo crime de homicídio em liberdade. O delegado ressaltou também que a comunidade não pode confundir liberdade com impunidade, pois o acusado vai permanecer em liberdade até a data do julgamento, e se no decorrer da investigação ou do processo penal ele der motivos, a justiça poderá determinar a prisão do mesmo.



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